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A Engesa era uma empresa paulista que atuava no desenvolvimento de tecnologia em várias áreas, da química à eletrônica. Mas consagrou-se mesmo na produção de veículos bélicos.

    Foi fornecedor de carros de combate do Exército Brasileiro, produzindo blindados com rodas e esteira, entre eles verdadeiros clássicos como o Urutu.

    E a grande obra prima da Engesa surgiu justamente dessa relação com o Exército, foi o Engesa-4.

    Ele era um utilitário para uso fora-de-estrada, com fórmula semelhante à consagrada pelo Jeep Willys. Porém não era mera cópia deste, sua mecânica desenvolvida no Brasil (à exceção do motor), lhe proporcionava capacidade de superar obstáculos fora do comum.

    Suas suspensões (com eixo rígido, amortecedores hidráulicos e molas helicoidais) tinham curso extraordinário. A tração nas quatro rodas (com roda livre acionada manualmente no cubo das rodas dianteiras) e a estrutura bastante rígida também contribuíam para torná-lo capaz de grandes proezas.

A sua carroceria era de aço estampado com capota de lona. Os balanços (porções da carroceria que ficam à frente do eixo dianteiro e atrás do traseiro) eram curtos e elevados, o que favorecia os ângulos de entrada e saída de obstáculos.

    O motor, emprestado do GM Opala de quatro cilindros, fornecia a força necessária.

    A princípio o Engesa-4 foi produzido somente para o Exército. Ele foi apresentado ao público (civil) pela primeira vez no Salão do Automóvel de 1984, passando a estar disponível desde então.

    Em 1988 veio o Engesa-4 Fase 2, que trazia aperfeiçoamentos que o tornavam mais confortável e fácil de conduzir, amenizando a sua aspereza de veículo militar.

    A Engesa encerrou suas atividades em 1993, após um período em concordata.


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